quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ser adulto é chato (às vezes!)


Até um tempo atrás, um dos meus maiores desejos na vida era se tornar adulto, tirar o meu passaporte e viajar pelo mundo, sem destino/rumo. Eu queria explorar o continente europeu, conhecer os japoneses/chineses e curtir uma festa americana de verdade, ao lado dos gringos bonitões. Com que dinheiro? Não sei! O fato é que eu desejava muito. #locasempre 

Acontece que eu cresci, um dos desejos se realizou e hoje sou um adulto preso numa mente de criança. Sim: a história inverteu. Agora posso batalhar pra conseguir um passaporte e viajar pelo o mundo (como se fosse fácil!), mas a vontade passou. 

O que quero mesmo é voltar à adolescência e aproveitar cada momento do passado, de forma diferente; quero pular corda e não reclamar do cansaço; quero ligar o foda-se pros amiguinhos que sorriam de mim, enquanto eu apresentava o seminário na escola... Queria simplesmente ser menos preocupado, sabe?


A vida de adulto é ótima, mas ao mesmo tempo chata. É muita preocupação, mimimi, responsabilidade e... poxa, porque a gente não pode escolher entre crescer ou continuar curtindo Demi Lovato sem julgamentos? Por que a gente não pode ler um infanto-juvenil e ninguém se importar? Ligar o foda-se pros outros não resolve, pois a gente sabe bem que as coisas que incomodam, elas incomodam e ponto. 

Enfim...

Muita gente deve gostar de ficar correndo prum lado e pro outro, à fim de ganhar dinheiro pra pagar as contas. Já é eu... bom, eu gosto de ficar em casa escrevendo, lendo, conversando e sorrindo. Talvez eu seja um folgado. Ou alguém que acredita que as melhores fases da nossa vida são aquelas do passado, em que éramos inocentes e crescemos com esse mesmo sentimento dentro de nós, apesar do nosso corpo demonstrar uma maturidade não existente. 

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